terça-feira, 19 de abril de 2011

fomos sair _ na feira _ cont III

Acelero, fazemos a rua toda. Vemos alguma gente, felizmente nao muita,

gosto de estar na boa, contigo, sem multidoes. Nao sei porque,

sempre fui assim. Esquisito. Esta optimo. A feira, parece estar fixe,

tem algumas atracções fixes, mas nos queremos e' o carrocel.

' Se vires um lugar diz me '

' Ok ' respondes, e vais olhando nas calmas.

Rolo mais um pouco...

' Esta ali um fixe , ve '

' Ok. ' Vou ate la, deixa ca ver se cabe. Cabe. Ok, viro o volante,

e estaciono, de frente, ate tem uma outra vaga ao lado.

Meto em PARK, e meto o travao de parqueamento. Desligo o carro, pego nas minhas

cenas.

' Vamos, amor '

' Sim, vamos, deixa me so arrumar isto na mala '

Saio do carro, saco um cigarro do maço, acendo. Na boa...

Vou ter ao teu lado, e olho la para dentro. Tu ves-me, e sorris;

piscas o olho. Abres a porta, que eu seguro; sais.

Olho para ti. Bela. Dou te um beijo no rosto, sinto os teus cabelos tocar-me.

Sorrio. Fecho a porta com um baque seco. Fecho 'a chave.

Pego na tua mao, e caminhamos para atravessar a estrada para a feira.

Cinemascope, vejo tudo, as cores, o ambiente, as atrações...

Isto esta a acontecer agora... caminho, sinto-me bem... sentimo-nos bem...

Olhamo-nos, de mao na mao e caminhamos. Atravessamos a estrada.

' Ah, ah, olha, olha, algodao doce, ves Joao '

' Sim . Ja vamos comprar, amor '

Vejo pessoas, algumas, nao muitas, mas na verdade, estou só...

contigo... estamos só, nos os dois...

Espanto. Tempo algo desacelerado. Cores, sons, cheiros.

Desço 'a Terra, falo contigo.

' Vamos ali comprar o algodao '

' Vamos ! '

Vamos ate lá.

' Um algodao doce, por favor '

' Que cor ? '

' Azul ' e olho para ti, tu acenas que 'sim'.

' Azul, entao ' diz o rapaz.

O rapaz la faz o algodao, despeja os corantes ou que e', e em breve me

da o algodao doce.

' E' para ela ' digo.

Tu estendes o braço e pegas no algodao doce, feliz, sorrindo.

Eu, saco dumas moedas que tenho aqui no bolso, e pago.

' Esta certo ' diz o rapaz, e eu aceno.

' Boa tarde ' digo, ao que o rapaz responde

' Boa tarde '

' Vamos! ' digo-te.

' Sim ' respondes, e vais comendo o algodao.

Estas bem disposta, e piscas-me ambos os olhos enquando comes o algodao.

Caminhamos ali pela feira, estamos ao pé de mais roulotes e tendas com

comestiveis. Ali , esta uma tenda de tiro ao alvo. Devem dar uns bonecos

de prenda. Curtia ganhar um para ti. Acho que nunca experimentei mandar

uns balazios naquelas latas, nem curto muito, apesar de ate ter boa pontaria.

' Vou ganhar um peluche para ti, sacaninha, fixe? '

' Ya, boa, era fixe, baza ver o que há '

Vamos ate la, pelo meio da cor, e das musicas que se vao ouvindo de fundo...

Topamos que animais terao... Hmmm, deixa ca ver.

' Ve, sacaninha, teem muitos '

Tu poes te a olhar para escolher.

' Deixa ver, deixa ver... hmmmmm ' e continuas a olhar, a olhar.

' Ja sei quero aquele coelho, muita giro '

' 'Ta bem, vou tentar mas nao prometo nada , ok? '

' Mas tenta, eu quero '

' Ok, pronto '

Ha lugar para eu atirar, e entao chamo o rapaz que esta nesta tenda.

' E' para mandar uns tiros entao '

' Ok, diz ele '

Pago logo, ele agradece e da me a pressao de ar para a mao.

' Ok, entao vamos la ver isto ' penso para mim.

Aponto para as figuras que mexem, sao patos.

Eles vao andando. Concentro-me, aponto.

Dou um tiro. Falho. Os patos mexem-se. Continuam.

Dou outro tiro. Acerto, um pato foi-se. Dou outro tiro. Outro pato.

Dou outro tiro. Falho. Ultimo tiro; acerto. Tres em cinco.

' Nada mal ' diz o rapaz da tenda.

' Tres em cinco, da o que ? '

' Tudo o que estiver deste lado ' e aponta. O teu coelho, ate esta lá, que

sorte.

' Quero o coelho, pode ser ? '

' Certamente ' e vai para pegar-lhe.

' Olhe, importa-se de mo guardar um bocado, enquanto dou aqui mais uma volta ? '

' Ah, sim nao ha problema '

' Ate ja, entao ' digo, e o rapaz acena.

' Boa ! Ganhaste um coelhinho para mim '

' Tiveste sorte! '

' Hi hi ' ris.

' Baza, va vamos dar uma volta '

Damos o braço um ao outro, e passeamos por ali. Algumas atracoes, coisas giras,

algumas bancas de venda, oculos, carteiras, cenas superfluas e outras que tais.

Passeamos... Penso em algo. Olho em redor, olho; penso. Penso.

Pego-te pela mao. Olhas me em tom de duvida.

Puxo-te, puxo-te. Passamos por tendas, passamos, andamos, saimos daquela area,

ficamos ali ao lado, onde ha umas arvores que rodeiam.

Sorrio para ti. Olho-te, sinto me feliz. Levo-nos para perto de uma

arvore, 'a qual tu te encostas, olhando-me. Sorris.

Estás linda com o teu vestido branco, linda; linda, como uma visao.

Chego me perto de ti, encosto-me a ti. Olhamo-nos, com alguma paixao.

Frente, a frente, olhamo-nos... quao belo e' o Amor.

Meto a minha mao direita na tua perna, do lado de fora,

perto do joelho, e vou subindo devagar. Subo, so um pouco. Paro, pressiono

a tua coxa. Largo, e abraço-te... Olhamo-nos nos olhos;

beijamo-nos... lenta, e docemente, e' tudo belo, sentimo-nos bem.

Beijamo-nos. Neste dia, aqui, embalados por um silencio só nosso,

vivemos, ao nosso ritmo. O Ritmo do nosso Amor.

quarta-feira, 23 de março de 2011

fomos sair _ na feira _ cont II

Minha princesa.

Boa noite. Escrevo. Mais um pouco , mais um outro dia.

Iamos na estrada, bem me recordo. A meu lado. Nos prometemos,

ficar sempre juntos. Iamos pela estrada, fortes, como sempre.

Total. E iamos, olhando um para o outro, com o teu amor no peito,

conduzia, a ouvir o motor 5.8 Buick, sempre forte. Sem hesitar,

sorri para ti. Vi-te. Senti-te, a tua felicidade, a tua alegria.

Sorri. Conduzia. Eu sei. Com a mao esquerda no volante, meti a minha

mao direita sobre a tua. Ignicao. Amor. Combustao. Amor. Estrada.

Os teus olhos. Vamos ate 'a feira, vamos por um atalho que sei;

cortei. Subimos por ali, e entao seguimos. Encostaste o teu rosto no meu,

ahhh, o teu rosto, a tua pele, tu. Tu. Minha Rainha, Senhora do meu Reino.

O meu Reino a teus pés. 'Es bela. Belissima. Rara. Unica, uma só.

Ola Princesa. Estas linda hoje, o teu cabelo, esvoaça um pouco, as janelas vao

abertas e uma doce e fresca brisa entra, entra, e dá nos o doce aroma

das arvores que nos rodeia, nesta estrada, meio vazia, onde vamos, sim;

so nos os dois. Vejo, arvores, ervas, galhos secos, alguma terra, adorna a

estrada, e um sol, nada forte, apenas sol, um pouco quente, pouco.

Dás-me sorte. Dás-me sorte. Bato as teclas e sei que me dás sorte,

mesmo longe. O teu vestido, branco, fica-te um espanto. 'Es uma visao,

uma visao, olho-te, e conduzo. Olhos na estrada. Sigo so mais uns metros,

começo a desacelerar, tu estranhas, desacelero, encosto ali numa pequena

entrada. Paro. Tudo calmo. Movo me um pouco no banco, para perto de ti,

olho-te nos olhos, pouco fundo, vejo os teus labios, passo a mao pelos teus

longos cabelos, com leves ondas, belas. Beijamo-nos. Somos jovens.

Sentimos todo esta nossa paixao, e a beleza de ser. Assim. Doce, um beijo,

terno, mas com alguma paixao. Belo. Sempre gostei de te beijar, e nunca esqueci

como beijavas. De olhos meio cerrados, abri-os, a sentir o leve calor deste

inicio de tarde, aqui; espectacular. Fantastico. Bom demais para ser real,

mas real, sem qualquer duvida. Olho-te, foco os teus olhos, belos,

castanhos, com o teu olhar, a tua expressao, foste feita para mim;

faço-te uma festa no rosto. Estas feliz. Faço te feliz. Obrigado.

O meu peito enche se de felicidade. Que mais poderia eu querer do que

fazer te feliz? Nada. Abraço-te; juntos. Juntos. Afastamo-nos, e rimos:

' Ah ah... ' Alegria misturada com lagrimas, uma emocao imensa de Amor, e magia.

Hei-de para sempre acarinhar este tempo contigo. Esteja onde estiver.

Em guerra, em paz, onde for, guardar-te-ei comigo. Beijo-te na face,

volto ao meu lugar; acelero com força, o carro derrapa, e meto nos de volta na

estrada; o carro toma o compasso, vamos a meio gas, de novo na estrada.

Maravilhoso dia, Leonor. O aroma das arvores, da Natureza esta ao nosso redor,

faz-nos sentir bem. Faz-nos sentir bem. Fazemos a estrada, estamos aqui,

Pego no volante, e levo-nos.

' Mais 10 minutos e estamos la , vamos nas calmas ' digo.

' Sim. Pode ser. Vamos. Gosto de estar contigo Joao. ' respondes.

Sorrio.

' Tambem gosto de estar contigo ' respondo.

Seguimos pela estrada. Algumas curvas, algumas rectas. Um dia fresco e agradavel.

' Vamos comer algodao doce ? ' pergunto.

' Sim, por acaso ate gostava, compramos um e comemos a meias, boa ? '

' Pode ser ' acedo.

' Obrigada ! ' agradeces, melosa, com carinho.

E seguimos, pela estrada, vamos ate' a feira, andar por lá.

Divertir-nos um bocado.

Buick Special. Mao no volante. Controlo. Fazemos a estrada.

Esta uma tarde excelente, esta tudo calmo, o carro rola seguramente

sob o asfalto. Alguns arbustos adornam os lados da estrada.

Seguimos. Conheço bem esta parte da estrada, e' uma recta grande a seguir a

esta curva. Espera. E' aqui, faço a curva, que acaba; recta.

Piso um pouco o acelerador. O motor começa a elevar a rotação, o poder

sobre o capot faz se sentir, 5.8 ao serviço de um pedal, aplicados

'a Dynaflow automatica, que em breve, caso queira, entra em Overdrive.

Ok. Continuo a pisar... Sobe a velocidade, o odometro sobe, 35 mph,

40, 45, 50 mph, 70, 80, 90, 100 mph, ok. Ok. Estamos a andar.

Sorris para mim, com um ar seguro, cara de má.

Sorrio, pouco, serio, e mantenho, o motor ruge, alto, um som brutal debaixo do

capot, sentimo-lo, e' espectacular... Espectacular, uma maquina , a funcionar

na perfeição, rotacao , apos rotacao, sem hesitar. Vamos a abrir.

Olho para ti.

' Da me um nite , amor '

Abres a tua malinha e das me um cigarro, poe lo nos meus labios.

' Nice ' penso. Primo o isqueiro do carro. Va, aquece la.

A recta ainda dura mais um pouco, mesmo assim reduzo um bocado;

meto te a mao na perna esquerda, com alguma sedução, faço uma festa,

ao comprido, assim; so um pouco. Tens umas pernocas bem boas, digo te ja.

O motor ronca, forte, seguro, com aquele som, bem 50s, mantenho o a 80 mph.

O isqueiro salta.

' Esta pronto ' dizes.

Saco-o com a mao, e acendo o meu cigarro. Ok.

Puxo uma boa passa. Ahhh, ok. O carro, segue, segue. Esta parte e' meio descampada

com alguma vegetacao seca em redor, amarelada. O motor, ronca.

Eles nao nos compreendem. Isto e' o futuro. Estamos no futuro... e' outro

espaço, e' outro espaço... para além do comum. Comunicamos.

Estou aqui, no carro; abrando um pouco, reduzo, ate as 40 mph, vamos mais na boa,

para fumar o meu cigarro descontraidamente, e estar mais na boa.

Conduzo com uma mao, puxo mais fumo do cigarro, e expiro o, devagar...

sai em cascata, por ai. Estou com a minha cara de mau, como quem esta zangado,

com algo, e ao mesmo tempo triste, um duro. Olho os teus olhos, seriamente.

Espectacular, os teus olhos, o teu olhar, infinito; e' perfeito,

'es linda , e isso ninguem te pode tirar, ninguem. Tens os olhos mais belos

que ja vim em toda a minha vida. E olha que ja conheci muitas miudas...

Adorava, estar unido contigo naqueles momentos, magnifico. Eramos um,

com o outro.

' Beija-me ' digo-te.

Chegas-te mais perto de mim, mantenho os olhos na estrada, mas sem grande

atencao, vamos devagar... Sorrio de soslaio, e olho-te pelo canto da vista,

estas a minha direita. Metes os teus braços a minha volta, suavemente,

docemente, e beijas-me o pescoço, levemente , ate ao pe da orelha.

Serio. Estou serio. Desvio um pouco a atencao da estrada,

inclino so um pouco o rosto na tua direcção, olho-te brevemente;

damos um beijo nos labios, quente, mas leve, so um pouco molhado.

Rio levemente, para mim. Para dentro. Sei la do que ri. Sei la.

Afastas-te para o teu lugar. Abres um pouco mais a janela,

sacas o maço da tua malinha, puxas um cigarro, e acende-lo.

Ligas o radio. Esta a dar qualquer coisa, nao te agrada. Mudas de preset.

' Esta e' fixe '

Era qualquer coisa, New Wave, parece-me , metes assim baixo.

' Fixe ' reiteras.

Encostas-te ao banco, na tua, e vais fumando, na boa...

' Ja estamos quase lá , chavala '

' Fixe, esta me mesmo a apetecer um algodao doce '

' Hmm '

Chegamos agora a uma parte mais urbanizada, a feira e' aqui perto.

Desacelero por completo. Estou num STOP. A feira e' para esquerda,

la ao fundo. Ok.